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Mostrando postagens com o rótulo Conjuntura

Quem é o Mito?

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Não pretendo aqui discorrer sobre a epistemologia do mito, nem tampouco aprofundar o debate nesse tema que traz em si uma concepção de mundo e uma identidade cultural de um povo, mas fazer uma analogia de fatos atuais com o tema em questão. Quando nos referimos aos mitos, estamos falando de um estágio da humanidade que se forja numa narrativa desprovida de qualquer valor cientifico, mas que a pronunciação das “verdades” naquele momento, carrega em si uma forte carga pedagógica, pois sua narrativa contém os ensinamentos necessários que atendem aquela necessidade. A Palavra Mythos deriva de dois verbos: do verbo mytheyo que significa contar, narrar, falar alguma coisa para outros) e do verbo mytheo (conversar, contar, anunciar, nomear, designar). Portanto é um erro atribuir ao mito um papel meramente fantasioso ou fantasmagórico, é preciso reconhecer a sua importância ate mesmo na formação de nossas consciências, pois essas, primeiramente e acima de tudo, são míticas. Mas porq...

Como transformar o Amor em ódio

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Quando ainda dava meus primeiros passos na caminhada das Comunidades Eclesiais de Base - CEB’s, iluminado pelo sol da Teologia da Libertação, um dos grandes mestres educadores que tive, me disse uma vez: “O sal e outras substância que têm as mesmas características, são chamadas de “conservantes” porque não deixam a vida acontecer”, ou seja, matam os seres vivos que estão processando a ciclagem biogeoquímica da matéria. Há 15 anos isso não fazia tanto sentido quanto agora. Hoje, a direita conservadora nos costumes e liberal na economia, saiu das sombras e se sente cada vez mais à vontade para disseminar sua onda reacionária pelo mundo, pregando o machismo, racismo, homofobia e xenofobia nas antigas ideias deformadas pelo capitalismo de “tradição e propriedade”, tentando a todo custo transformar o amor em ódio através da disseminação da intolerância. As relações sociais, vinculadas por determinações históricas dos meios de produção, criadas no seio da sociedade capitalista, produz...

A Final do Campeonato

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Por intermédio da inauguração do campo de futebol Doutor Sócrates Brasileiro, na Escola Nacional Florestan Fernandes no último sábado dia 23/12, resolvi esboçar a analogia que descrevo no texto. Sem altas pretensões, quero apenas provocar algumas reflexões. Diria até que mais focadas no nosso campo político, para através dela, fazer a seguinte pergunta: estamos preparados para o que há de vir? Então vamos lá! Gosto de fazer análises de conjuntura usando como metáfora o futebol, pois no esporte, bem como em qualquer competição, não é possível que os dois times (ou competidores) em questão percam ou ganhem ao mesmo tempo, no máximo podemos ter um empate. Logo, o futebol torna-se a metáfora perfeita para desenhar a conjuntura (talvez por isso esse esporte atraia tanta atenção e seja tão popular), pois na dialética não tem como os antagônicos ganharem ao mesmo tempo. Lenin dizia que para que a revolução se torne factível, é preciso que as condições objetivas e subjetivas estejam f...